Desemprego, falta de dinheiro e reforma trabalhista reduzem nº de greves
O número de greves recuou 41% no primeiro semestre deste ano se comparado com o mesmo período de 2018. Enquanto no ano passado foram 899 paralisações, neste ano foram registradas 529 greves.  Os dados são do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos.
A queda foi puxada pelo setor público com recuo de 51%, na iniciativa privada a redução foi de 27%. O maior número de greves foi registrado em 2016, quando foram registradas 2.114 greves.
Os motivos para a redução estão relacionados com a perda de receita dos sindicatos; pelo temor dos servidores públicos diante das ofensivas contra a categoria, como o fim da estabilidade, redução dos salários e demissões; das incertezas quanto a possibilidade de vitória e o desemprego.
Os números:
No setor público foram 236 greves neste ano contra 481 do ano passado, sendo que os servidores municipais lideraram as paralisações 172 ante 347 em 2018. Na área da educação o recuo foi de 176 para 72 e na saúde de 56 para 18.
Na iniciativa privada foram 286 no primeiro semestre de 2019 contra 369 em 2018. A queda está diretamente ligada ao desemprego.
Os motivos:
No setor privado 56,3% ocorreram devido ao atraso de salário, 27,6% relacionadas a alimentação e apenas 14,8% por reajuste salarial.
Já o reajuste salarial motivou 53,4% das greves no setor público, atraso nos salários representou 17,4% e condições de trabalho 23,7%.
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